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Homilia · Tempo Comum

O tesouro, a pérola e a alegria de encontrar

31 de julho de 2026 2 min de leitura

Irmãos e irmãs,

Jesus nos conta hoje três pequenas parábolas, mas todas falam da mesma coisa: o valor imenso do Reino de Deus e a alegria de quem o descobre.

Reparem bem: o homem que encontra o tesouro no campo não vende tudo com tristeza, como quem faz um sacrifício pesado. O texto diz claramente: "cheio de alegria", ele vende tudo e compra o campo. Essa é a chave de toda a homilia de hoje. Quando realmente descobrimos o valor de Deus em nossa vida, abrir mão do que é secundário não é perda — é alegria.

O mesmo acontece com o comerciante de pérolas. Ele já era um homem experiente, que "procurava" pérolas preciosas — conhecia o assunto. Mas quando encontra "aquela" pérola, de valor único, ele entende que vale mais que todas as outras que já possuía.

E aqui está uma pergunta boa para levarmos para casa: o que tem sido o meu "tesouro"? Aquilo que, quando encontro ou penso nele, me enche de alegria e para o qual estou disposto a reorganizar minha vida? Trabalho, reconhecimento, conforto, alguma mágoa antiga que carrego? Jesus nos convida a colocar o Reino de Deus — sua presença, sua misericórdia, sua vontade — nesse lugar central.

Depois vem a parábola da rede, que muda um pouco o tom. Ela nos lembra que a Igreja, e a própria vida, é como essa rede lançada ao mar: recolhe gente de todo tipo, com todas as suas fraquezas e virtudes misturadas. Não cabe a nós fazer agora o julgamento final — isso é obra de Deus, no fim dos tempos. Cabe a nós, sim, viver de modo que sejamos "peixe bom": pessoas que dão fruto, que amam, que se convertem todos os dias um pouco mais.

Por fim, Jesus faz uma pergunta direta aos discípulos: "Compreendestes tudo isso?" E eles respondem: "Sim". Então Ele completa dizendo que todo discípulo do Reino é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas "novas e velhas". Ou seja: não se trata de jogar fora a fé que recebemos de nossos pais e avós, mas de deixar que ela se renove, ganhe vida nova em nós, sem perder suas raízes.

Irmãos, que esta semana possamos, com simplicidade, perguntar a nós mesmos: já encontrei meu tesouro? E, ao encontrá-lo, tenho vivido com a alegria de quem vendeu tudo por Ele?

Que Nossa Senhora nos ajude a reconhecer, no meio da correria da vida, o verdadeiro tesouro que é Jesus Cristo.

Amém.

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